A subida era possível e merecida
Quem viu esta equipa de Assentis nascer em Agosto passado, nunca poderia imaginar que chegaria ao final da época tão próxima da merecida subida de divisão
Para o derradeiro jogo deste extraordinário grupo trabalho estava reservada a visita do já campeão da 1ª divisão distrital, o Ouriquense.
Com a subida ao seu alcance, e mais uma vez muito desfalcado, o Assentis entrou em campo com toda a ambição em empenhamento para vencer este jogo e aguardar por uma ecorregadela do seu adversário na luta pelo salto à divisão de honra, o Alferrarede, que em casa recebia o Porto Alto.
O jogo começou muito equilibrado e quase sempre disputado a meio-campo. As equipas mostravam alguma dificuldade em criar oportunidades, com excepação para um cruzamento de Marco Violante aos 5´, com defesa incompleta por parte do guarda-redes do Ouriquense que ainda consegue corrigir o erro antes que Tiago podesse facturar.
Só pouco antes da primeira meia-hora do jogo se comerçaram a ver os primeiros desequilibrios. Aos 25’, Marco Violante escapa-se pela direita e cruza rasteiro com a bola a passar em frente da baliza do Ouriquense onde Tiago viria a chegar ligeiramente atrasado. Apena dois minutos depois, foi a vez de Diogo que, com muita classe, desmarca Gabriel que não conseguiu dar o melhor seguimento à jogada perante o guarda-redes do Ouriquense que rapidamente se saiu da baliza dificultando a acção do avançado do Assentis.
À passagem da meia-hora, o Assentis assumia claramente o comando do jogo e até ao final da primeira-parte o Ouriquense remeteu-se ao seu meio-campo.
O golo do Ouriquense surge logo aos 5´ da segunda-parte na sequência de um contra-ataque com o Coelho a não se conseguir opor ao remate picado do avançado do Ouriquense.
O Assentis não baixou os braços e teve uma excelente reacção conseguindo impor-se a meio-campo e empurrar os visitantes para o seu último reduto.
Quando as forças pareciam estar a começar a faltar, surge finalmente o golo do empate aos 37’ na sequência de um canto rasteiro com a bola a chegar até Marco Violante que junto da marca de penalty, chuta forte para o fundo da baliza.
O Assentis viu-se assim na ingrata situação de carregar com peso que representava os dez minutos que lhe restavam. Aos jogadores e equipa técnica era impossível pedir mais depois de uma época longa, cansativa e cheia de adversidades.
Arbitragem muito fraca que embora não tenha tido influência no resultado final, errou demasiadas vezes e a grande maioria delas com prejuizo para o Assentis. |