Rigor defensivo do Assentis foi insuficiente para garantir um ponto
O Assentis consentiu no domingo a primeira derrota na Série C da Divisão Secundária, em casa, diante o Ouriense, naquele que foi para o treinador do Atlético o melhor jogo da sua equipa nesta época. E de facto, a avaliar pela prestação do Ouriense no Campo da Pinheira, esta é sem grandes dúvidas uma séria candidata à subida de divisão.
O conjunto visitante entrou mais forte, perante um Assentis ainda desfalcado devido a lesões, e na primeira metade dos 45 minutos iniciais andou a rondar a baliza defendida por Coelho, jogador que foi a grande figura do jogo. Nesse período valeu o guardião da casa que, em duas ocasiões negou o golo do Ouriense. O Assentis começou a partir dos 20' iniciais a querer virar os acontecimentos e chegou a criar perigo junto da baliza de batalha, ex-guarda-redes do Torres Novas, mas este também levou a melhor, no confronto com os homens mais avançados do Atlético.
O jogo foi para intervalo com o resultado a saber a pouco para o conjunto de Ourém, e nos primeiros minutos do segundo tempo um pouco do que seria toda a segunda parte: foi novamente Coelho a ter que se aplicar para adiar o golo do adversário. Foi Steven que colocou o guardião à prova.
A história do jogo dos primeiros 20 minutos do segundo tempo foi esta - praticamente era o guarda-redes do Assentis e mais dez, contra 11. Aos 65' o inevitável golo apareceu, num lance confuso dentro da área, na sequência de um livre frontal, mas um pouco descaído para o lado esquerdo. Foi o capitão Célio que colocou a bola no fundo das redes.
O Ouriense continuou a dominar o jogo, mas a equipa do Assentis teve o seu melhor período noas últimos 20', altura em que começou a jogar a bola no chão, apesar do estado do terreno, que já não era o mais apropriado. Aos 94' surgiu a melhor oportunidade do Assentis de todo o jogo, com Paulo Jorge a fazer um chapéu a Batalha, mas estava mais recuado um defesa que se encarregou de tirar o perigo. Os jogadores do Assentis trabalharam muito mas pecaram na gestão de esforço, já que no decorrer da segunda parte foi notória uma quebra física.
Vítor Serra: “Não foi um jogo fácil. Ambas as equipas quiseram ganhar o jogo e demonstraram-no. O volume de jogo claramente foi do Ouriense, que teve mais ocasiões de golo, mas fomos organizados a defender e também tivemos as nossas oportunidades. O empatado talvez não admiraria”.
Carlos Jorge: “Estou satisfeito porque foi de longe o melhor jogo da minha equipa. Foi um bom espectáculo mas fomos muito superiores. Aos 15 minutos tínhamos dez cantos e sete oportunidades de golo. Só acho que sofremos muito para o volume do jogo que tivemos”.
|